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O novo “mealheiro” do governo

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Pires de Lima, o ministro que em outubro passado anunciou o “milagre económico”, declarou em entrevista ao El País que “Com as medidas incluídas no Orçamento do Estado para 2014, espero que não sejam necessários mais sacrifícios no setor público. Não é possível cumprir o objetivo de baixar os impostos em 2015 sem controlar a despesa pública.” Interessante. Nestes anos têm usado e abusado do “mealheiro” dos reformados e agora, esgotados que estão os recursos de sobrevivência de muitos idosos pensionistas, o governo virou-se para o “mealheiro” dos funcionários públicos com toda a gana. Relativamente aos funcionários públicos a realidade é esta: “Depois de três anos de reduções salariais entre 3,5% e 10%,que se aplicavam a partir dos 1500 euros, os trabalhadores do Estado tiveram, já este mês, um corte agravado, entre 2,5% e 12%, nos salários a partir dos 675 euros. Segundo a consultora PricewaterhouCoopers, os cortes previstos para este ano levarão a que, no caso dos ordenados mais elevados, a perda de salário real entre 2010 e 2014 possa chegar quase aos 19%”, podemos ler em Dinheiro Vivo. O que aquele ministro não diz, nem os outros, nem fazem, é cortar nas mordomias dos que andam a empanturrar-se nas gamelas do Estado. Os ministros, os deputados, os boys e as girls, as cunhas, as negociatas, a corrupção, os conluios… Nisso não há cortes. Por isso se disse e se diz: É fartar vilanagem. Destas “conversas” os portugueses estão fartos. Os roubos são descarados e não se vislumbra que a bem, democráticamente, nos livremos desta súcia de vigaristas. Não vai a bem…

Otávio Arneiro

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A banalidade do governo trapalhão

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Passos Coelho foi reeleito para dirigir o PSD. Cerca de 90 por cento dos militantes presentes votaram nele. Era o único candidato. Afinal ele até tem andado a distribuir bons “tachos” aos boys e à girls daquele burgo partidário. Os portugueses são quem paga. Assim não custa nada armar-se em benemérito. Tudo se compra. Tudo se vende. Não existem almoços grátis. Passos, desta vez, parece que preferiu falar verdade (alguma vez haveria de acontecer). Disse ele: “Sabemos que não teremos um milagre económico em maio deste ano. Que quando fecharmos o período de assistência económica e financeira ainda teremos desafios muito importantes para enfrentar, seja ao nível do desemprego, seja ao nível da coesão social, coesão territorial e recuperação económica”. Desmentiu assim o trapalhão seu parceiro de governo, ministro da economia, Pires de Lima – que em finais de outubro dissera que “Está em curso um «milagre económico» em Portugal”. Não há milagre económico, até maio, disse Passos ontem. Não vai haver milagre económico nenhum enquanto estes inqualificáveis mancebos forem detentores dos poderes. E aquela mafia detém quase todos os poderes. Incluindo Belém, que amortece, protege e anula as quedas do governo seu comparsa. Está quase tudo dito. Ou melhor: quando estes mancebos falam, vomitam palavras eivadas das banalidades próprias de um governo e rebanho político trapalhão. Ontem Passos disse assim, amanhã dirá de outro modo, nas eleições já vai acenar com um “milagre” enganador que lhe permita conseguir mais votos dos incautos… ou estúpidos. Passos, o salvador. Passos, o mentiroso, o trapalhão.

Manuel Tiago

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Um tal Nuno Crato

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Desajuste escola-empresas. É esse o artigo que nos traz a Rádio Renascença no seu site: “Três em cada 10 empresas não encontram quem precisam para as vagas que têm”. Parcial do que poderá ler: “Um dos consultores envolvidos no estudo “Emprego em Portugal: Caminhos de Inversão”, apresentado este sábado de manhã em Lisboa, afirma que “30% das empresas não encontram quem precisam para as vagas que têm”. Em declarações à Renascença, Raul Galamba sublinha que há trabalho a fazer do lado de quem ensina. “As escolas têm de estar muito atentas às necessidades das empresas: há um ‘gap’ muito grande entre aquilo que o mercado requer e aquilo que a escola, no sentido lato, está a dar”, refere. Por outro lado, Raul Galamba sustenta que as empresas também devem ajustar o seu comportamento. “Têm de se voltar mais para as pessoas. Por exemplo, podem integrar jovens desde muito cedo”, acrescenta o especialista, que é consultor da McKinsey.” O que compreende e constata é que as escolas andam mesmo ao deus-dará, que é como quem diz: funcionam à balda, são o reino da confusão, são o desperdício de milhares de milhões de euros desembolsados pelos contribuintes. São o desperdício das capacidades dos jovens que acabam por cair no reino da aversão às escolas. Tudo isto é a consequência de políticos-governantes que andam a brincar com os recursos humanos do país. Naquilo que está bem não se mexe ou, então, melhora-se, aperfeiçoa-se, se existir a certeza absoluta de que assim acontece. Nada disto é o que os ministros da educação fazem, antes pelo contrário. E se um ministro, um governo, acerta e faz bem, logo surgirá o seguinte para mudar, baralhar e destruir – é esse o caso deste ministro da pseudo educação e ciência, um tal Nuno Crato.

Álvaro Tomeu

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Acabem com as praxes

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Seis jovens estudantes morreram num alegado ato de praxe universitária. Uma onda gigante e inesperada arrastou sete estudantes para o mar quando estavam no areal, muito pouco distanciados da linha de rebentação. Ocorreu na praia do Meco – numa aldeia próxima da praia, onde os estudantes alugaram casa para passarem dois ou três dias e aí cumprirem as praxes reservadas aos caloiros. Seis deles eram caloiros, o sétimo estudante pertencia à denominada Comissão das Praxes. A lamentar são as seis mortes na flor da vida. Seis jovens promissores que iniciavam o caminho da universidade e de um melhor futuro. Vai daí tiveram de se submeter às praxes. Eis o resultado. Resultado terrível porque o uso e abuso das praxes vai muito para além do admissível. Vezes demais, apesar de alegadamente dizerem que é “uma tradição e uma brincadeira”, ultrapassa e viola os Direitos Humanos. Vezes sem conta os jovens praxados são humilhados. Pior ainda quando as “brincadeiras” conduzem à morte e a outro tipo de acidentes graves. Diz a Wikipédia sobre as praxes universitárias: “A praxe rege-se, de acordo com os seus promotores, por códigos aprovados por grupos restritos da comunidade estudantil1 . Os promotores da praxe afirmam que se trata de uma forma de integração, já que, através da praxe, os novos alunos conhecem os estudantes mais velhos que os podem ajudar ao longo da sua vida académica, e os colegas do seu próprio ano, contribuindo para novas amizades. As práticas associadas à praxe revelam, porém, em muitos casos, o exercício de formas de humilhação e de agressão física e psicológica a que os novos estudantes se submetem, entre outras razões, pelo receio que têm da da sua ostracização pela comunidade. Estas práticas que conduziram, nalguns casos, à morte ou a danos físicos graves irreversíveis a caloiros, que levaram à abertura de processos-crime, têm sido objeto de forte contestação e gerado enorme polémica.” Acreditemos que aqui acabámos de ler e tomar conhecimento do essencial. Que se termine com as praxes e que sejam os próprios universitários a tomar tal decisão. Isso seria muito melhor que qualquer lei repressora e, naturalmente, lei-convite à contestação e à desobediência. Desse modo os universitários demonstrariam maior e melhor consciência de humanidade. Um caloiro é um estudante como outro qualquer. É, principalmente, uma jovem pessoa que merece todo o respeito dos estudantes mais “velhos”. Todo o respeito ao darem-lhes as boas vindas e na sua integração na universidade. Em memória às vítimas das praxes, acabem com estas estúpidas e perigosas praxes.

Robles Neto

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Barroso PR em vez de Marcelo? Fujam!

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Podemos ler no i online: “Marcelo Rebelo de Sousa afastou ontem uma futura candidatura às eleições presidenciais de 2016. Para o comentador e ex-líder do PSD, o perfil de candidato presidencial traçado por Pedro Passos Coelho na moção que levará ao congresso de Fevereiro tem uma intenção clara: “Acho que ele quis excluir o candidato Marcelo Rebelo de Sousa, o que é perfeitamente legítimo. Está nas suas mãos e quis fazê-lo”. Falando no habitual comentário semanal na TVI, o ex-dirigente social-democrata deixou claro que fará a vontade ao primeiro-ministro – “A questão está resolvida. Essa candidatura não vale a pena ponderar”. “Uma pessoa de bom senso, a não ser que queira fazer um exercício de vingança ou um exercício lúdico, não vai dividir o eleitorado”, acrescentou Marcelo, defendendo depois que o actual presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, “é uma hipótese forte” como candidato presidencial com o apoio do PSD.” Que os deuses e os diabos nos salvem. Então Durão Barroso está agora a afiambrar-se à Presidência da República? Mal por mal que fosse o professor Marcelo a abotoar-se com uma boa vidinha no Palácio de Belém. Agora, Durão Barroso? Esse; o tal que anda atrás das suas próprias vantagens como o burro atrás da cenoura? Estarão os portugueses recordados de ele, Barroso, foi primeiro-ministro e que assim que lhe acenaram com uma proposta melhor se borrifou para Portugal e lá foi encher-se para a União Europeia? Então e agora quem é que vai votar num traste daqueles? Só se os portugueses estiverem parvos, embriagados, hipnotizados e se confirmar que são uns coisitos muito estúpidos que afinal até mereceram o salazarismo por mais de 40 anos. Barroso em PR? Nunca! Deus nos livre em elegerem tal estafermo! Fujam!

Ana Castelar

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Passos, Seguro… Já não há pachorra

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O farsante que é primeiro-ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, continua com a sua compulsividade agravada remoinhando na mentira e na técnica “sábia” de se mostrar “convencido” disto e daquilo para enganar, enganar e falar de borla ou para iludir trouxas. Vai daí, dos jornais, Passos “manifestou-se hoje convencido de que é possível, até abril, um acordo com o PS quanto aos limites da despesa pública, o que dará tranquilidade aos mercados para obter juros baixos após a saída da ‘troika’. Um acordo com o PS. Esse tem sido sempre o objetivo de Passos, de Portas, de Cavaco e do governo. Enredar o PS – ainda mais do que aquilo que está – em toda esta situação de descalabro nacional. Entretanto, Seguro, secretário-geral do PS, responde às palavras de Passos dizendo que “o desafio lançado pelo primeiro-ministro para um “acordo” com o PS quanto aos limites da despesa pública demonstra que Passos Coelho está “perdido e desnorteado”. Que não. Que nunca por nunca ser se deixará enlear ainda mais na situação de “crise” e de responsabilização (para além da que já tem do passado) de que Passos (e a direita extrema) quer arrastar o PS. Seguro não disse com estas palavras mas foi o que quis dizer, no mínimo. Entretanto Portugal e os portugueses estão reféns destes jogos perpetrados por um farsante, apoiado claramente por outros dois (Cavaco e Portas) para não referir os seus compadres banqueiros e muitos outros da alta finança e empresariado, além dos grupelhos de saudosistas do salazarismo moderno que Passos e Cavaco têm a todo o transe implementado. E daqui não se sai. Que Portugal está melhor, que a luz ao fundo túnel está já ali… Francamente, não vimos nada disso. As vidas dos portugueses está um estouro, está uma miséria, estamos na miséria e só uns quantos é que se têm locuptado com os lucros da pobreza gerada às ordens destes autênticos sugadores insaciáveis que se apoderaram do poder para nos empobrecer e enriquecerem. Melhor seria que se calassem, já que nada de jeito produzem em prol do melhor para Portugal. Seguro que faça em vez de dizer que faz. Está mais que na hora deste governo se ir embora. Falar e daí nada resultar não é ser oposição mas sim um joguinho de faz-de-conta. Francamente, já não há pachorra.

Pepe

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Caboverdiano vai aos óscares – Feral

No Expresso Alexandre Costa dá-nos conta que “Animação de Daniel Sousa nomeada para os Óscares“. O realizador é caboverdiano. Estamos a torcer por ele, por Feral. Vá ao Expresso e veja, pelo menos, o trailler. Quase mais nada há para dizer… agora.

Graça Pádua

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Cavaco, um bronco filho da mãe

Palavras para quê. O bronco mostra bem o que vale e não vale. Para Portugal significa a desgraça e a vergonha. Votaram nele menos de 2 milhões, 8 milhões estão a borregar de vergonha e de indignação. Uma vergonha e um desastre nacional. Para agravar tem “rabos de palha” em enleios com a PIDE. Nem outra coisa seria de esperar.

Pepe

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Pára Pedro

É exatamente o que os portugueses querem, que Pedro e associados párem de os esbulhar. Pára homem do diabo. Pára Pedro. E quem diz Pedro também inclui Cavaco e Portas, para além daqueles que os acompanham com o pretexto da crise e “engordam” por via da miséria que estão a causar ao país e aos portugueses – os mais fragilizados, a classe média e muito mais boa gente. Pára Pedro.

Graça Pádua

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Troika que os pariu!

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Provado. O governo gosta da troika. Leia-se no Económico, para que não restem dúvidas. Logo no inicio podemos ler: “O Parlamento Europeu questionou os diferentes governos dos países debaixo de intervenção sobre o desempenho da ‘troika’ e as respostas não foram unânimes. Lisboa fugiu ao tom de crítica. E depois lá vem a referência à ministra troikana Maria Albuquerque: “Maria Luís Albuquerque, que assina as resposta do Governo português, assume um tom conciliatório. A ministra das Finanças chega a desvalorizar os problemas com o Tribunal Constitucional. As respostas do Executivo mostram que têm uma sintonia ideológica com a ‘troika’. Não foi por acaso que Pedro Passos Coelho disse várias vezes que as medidas da ‘troika’ teriam de ser aplicadas mesmo sem resgate.” De Vitor Gaspar, ex-ministro (agora em vias de ingressar num grande tacho do FMI por recompensa) no Económico pode recordar que: “Vítor Gaspar sempre foi mais troikista que a ‘troika’.” A compor o ramalhete, no Económico, como prova da existência dos adoradores da troika lê-se: “mais recentemente, o secretário de Estado Bruno Maçães foi a uma conferência em Atenas e foi acusado de parecer um representante dos países do centro da Europa, em vez de um elemento de um Governo de um país sob intervenção. Nem a maior preponderância de Paulo Portas no Governo depois da saída de Vítor Gaspar mudou o ADN do Executivo. Este Governo é, no mínimo, primo da ‘troika’.” E então? Digam lá que não estamos entregues aos bichos (servis). Troika que os pariu!

Pepe

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Armas químicas sírias vêm por bem

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Sobre armas químicas em Portugal vêem-se títulos desde há algumas horas. Por exemplo: Portugal autoriza transbordo de armas químicas; Armas químicas Governo ainda não tomou decisão sobre transbordo; Quercus preocupada com risco ambiental do transbordo de armas; Bloco exige explicações do Governo sobre transbordo de armas. Os títulos linkados pertencem a Notícias Ao Minuto, mas estão por todas as publicações online de Portugal e, muito provavelmente, estrangeiras. Armas químicas vindas da Síria, daquelas que dizimaram milhares de sírios. Um perigo. Exatamente por serem um perigo foi pedido a Portugal para correr o risco. Portugal, um lacaio pobretanas dos EUA e dos potentados do armamento, assim como da NATO/OTAN, com o agravante de ter nos poderes uns políticos sem coluna vertebral nem patriotismo porque as suas pátrias são as dos cifrões, das negociatas e recompensas de favores que lhes possibilitam grandes vidas e melhores ganhos em cargos no estrangeiro em organizações internacionais ou em empresas privadas internacionais onde recebem balúrdios. Uns vendidos em não raros exemplos. E então essas armas químicas que são tão perigosas mas vão escalar território de Portugal? É evidente que vão. Os lacaios nem sequer se lembram que devem fazer alguma força na coluna vertebral para mudar da posição de subserviência (curvados) para a de homo erectus. Erectus são só para tramar a vida aos portugueses e venderem o país em saldos inadmissíveis. Portanto, ante a certeza que devemos ter do sim com vénias e outros salamaleques cá vamos ter as tais armas e os tais químicos que até dariam algum jeito ao governo se fossem espalhados pela imensa quantidade de velhos reformados, dos gravemente doentes e dos desempregados. Cumpria-se o adágio de “matar dois coelhos de uma só cajadada”. Assim como que por milagre de Fátima estaria resolvido o problema da segurança social, aliviada com as verbas enormes das pensões de reforma, o problema das despesas com a saúde dos oncológicos e outros… e o desemprego veria cair os números em flecha à velocidade do som. Venham as armas químicas para Portugal e se acontecer um acidente até será uma sorte. É que há males que vêm por bem. Seria como saírem vários euromilhões a este governo e ao Senhor dos Números – Cavaco Silva. Assim sendo não se justifica tanto alarido por causa destas armas químicas.

Otávio Arneiro

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Bola de Ouro e Caneta de Esterco

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Em Portugal e pelo resto do mundo a convicção é que a Bola de Ouro vai para Ronaldo. Aqui para nós, acho que ele a merece mesmo, sem sombra de dúvidas. O seu elevado profissionalismo e as suas exibições futebolisticas são o testemunho indiscutível do merecimento daquele galardão. Como português só posso estar a torcer por Ronaldo mas para além disso carrego a certeza da sua grandiosidade como desportista e como génio do futebol nas suas exibições em campo. Bola de Ouro para Ronaldo, pois então. Noutra área, em Portugal, creio que devia ser instituído o galardão nacional da Caneta de Esterco. Merecidamente, com o máximo de protagonismo vencedor, o galardão, se existisse, devia caber a Cavaco Silva e a Passos Coelho (ex-equo) pelos seus esforços, assinaturas e gatafunhos de criação e aprovação de imposições inconstitucionais ao longo dos anos que dura esta mafiosa austeridade que esbulha os pobres portugueses e os seus parcos haveres, para desse modo possibilitar que pouco mais de umas dezena consigam ficar mais ricos. Porque Portugal está a tornar-se num país de excessos e do tudo ou nada a distância e diferença do melhor e do pior até cai bem, condiz com o panorama e práticas do atual governo e do PR assim como da atual miserabilização do país. Bola de Ouro para um, Caneta de Esterco para outro (outros). Parabéns aos vencedores.

Depois de escrito: Foi neste exato momento que tomei conhecimento de que efetivamente Cristiano Ronaldo foi o vencedor da Bola de Ouro da FIFA, para o melhor jogador do mundo em 2013. Já é a segunda vez que vence este galardão. Falta agora saber, quanto à Caneta de Esterco, se haverá quem institua o galardão e depois cumpra o processo de nomear e eleger com transparência os vencedores. É que de certeza absoluta haverá muitos a merecer o destaque e o prémio. Até haverá os que poderão bisar, como Ronaldo – só que aquele é em Bolas de Ouro.

Álvaro Tomeu

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Passos vende Miró, que se lixe a arte

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O “Estado quer vender 85 obras de Miró avaliadas em 150 milhões de euros”. Esta é uma notícia, com vídeo, da RTP. Desenvolve: “Uma petição popular e o PCP vão tentar suspender a venda para o estrangeiro de 85 obras de Joan Miró. A colecção está avaliada em 150 milhões de euros e o estado português quer vender os quadros num leilão internacional.” Pelo que é afirmado em áudio estas obras de Miró estiveram escondidas e em segredo desde sempre. Compraram, comprámos (sem saber), mas nunca as vimos a não ser em catálogo. Arte escondida. Era do BPN, passou para a Caixa Geral de Depósitos a sua guarda, mas de Miró, as obras de Miró nem vê-las. Nunca foi exposta em Portugal. Muito menos por este PM acultural que vê todo a vantagem num povo ignorante, inculto e, se possível, analfabeto (ao modo de Salazar). Agora o governo de Passos vai vender Miró, coleção avaliada em 150 milhões de euros, provavelmente mais. Passos já tem os olhos esbugalhados com a esperança de que valha muito mais, uns 200 ou 300 milhões. Para ele o que importa são os cifrões, os portugueses, a arte e a cultura que se lixem. Este marmanjo faz-me lembrar aquele cafajeste que até vendeu a mãe e jogou no poker a mulher… que perdeu.

Graça Pádua

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Surpresa no Benfica. Rotina no CDS

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Até parece que a grande notícia é o resultado do 25º congresso do CDS em que Paulo Portas foi reeleito o “chefão”, mas não. A grande notícia, a surpresa, foi o Benfica ter vencido o Porto por 2-0. Isso é que é para admirar. Isso sim, foi surpresa. Para uns, surpresa agradável e para outros desagradável. Depende. Portas ser reeleito é uma habitual e irreversível notícia. Se não fosse assim o CDS quase acabaria como partido político. Sempre o mesmo, Portas. Até deviam alterar o nome do partido mudando para Irreversível Portas em vez de mentirinhas como centro, democrático, social, porque de democrático e social quase nada tem. E do centro… tem dias. Ou é o que Portas quer ou adeus CDS na sua viagem eleições abaixo. Façam como quiserem, senhores jornalistas e habituais analistas. Façam o alarde que quiserem para justificarem o que vos pagam, mas o facto é que o CDS sem Portas é nada ou quase nada e vai-se abaixo, como já antes aconteceu. Fenece com a falta das mentiras e baboseiras do senhor que desde catraio quer, pode e manda no partido(zinho). O resto é folclore. Daquele folclore que vimos hoje (tipo reprise) nas televisões em reportagens diretas. Congresso desnecessário porque já sabemos, sabemos sempre, quem é eleito “chefão”: Paulo Portas. Uma enfadonha rotina. Sempre o mesmo. O Benfica ter vencido o Porto por 2-0 é que não se esperava.

Otávio Arneiro

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Segredo de justiça e caça aos jornalistas

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O segredo de justiça é para respeitar? É. Mas deve corresponder a segredo de justiça enquanto importar que seja segredo e não desencaminhar-se para branqueamento ou ocultação permanente numa espécie de “segredo de Estado” que só servirá aos infratores, os eventuais criminosos escudados em partidos políticos, nos governos, na política, na alta finança, etc., etc. Porque em algumas ocasiões o segredo de justiça foi violado (por profissionais da justiça) com conteúdos que desembocaram na comunicação social e, consequentemente na praça pública, surge uma auditoria que responsabiliza de modo exagerado os jornalistas e recomenda a perseguição ou caça aos jornalistas através de escutas, com buscas nas redações e até em casa daqueles profissionais. Salazar não faria melhor, com o seu braço pidesco. Diz a ministra da justiça que tais medidas propostas não têm pernas para andar. Nunca se sabe. A própria PGR torçe o nariz à proposta. Nunca se sabe. A vontade de alguns é que a repressão e perseguição aos jornalistas seja posta em prática e tenha peso de lei “democrática”. Perseguição? Qual quê! Diz o eurodeputado Paulo Rangel, do PSD, acrescentando que “a comunicação social não pode reagir como se estivesse a ser perseguida na discussão sobre a violação do segredo de justiça, considerando-a uma dimensão do problema”. Sai-se com esta: “Muita gente não violaria o segredo de justiça se não soubesse que ele ia ser divulgado. A comunidade da comunicação social também deve refletir sobre isso e não deve reagir corporativamente a achar que está a ser perseguida porque ela, objetivamente, contribui para que aquele dano seja causado”, Paulo Rangel falava assim à agência Lusa, em Coimbra, à margem de uma conferência sobre a revisão constitucional. Pois para muitos a proposta dos que procederam à referida auditoria é mesmo de perseguição e até de abuso de poder ao pretender fazer tábua raza de leis democráticas e transformar em crime o direito de informar. Atendendo a que apesar de um processo poder estar ao abrigo do segredo de justiça se o facultarem a jornalista ou jornalistas mais não fazem esses do que cumprir o dever da sua profissão e divulgar, informar, tornar público. Deverão os operadores da justiça fechar a sete chaves o que estiver em segredo de justiça. Devem sabê-lo fazer. Devem cumprir a lei. Não devem divulgar, a ninguém, seja a quem for, conteúdos de tais processos porque são eles os seus fiéis depositários. E se assim não acontecer, se divulgarem o que não devem – violando o segredo de justiça – serão eles os únicos responsáveis, não os jornalistas a quem facultaram tal segredo. É que para os jornalistas não devem existir segredos desde que tomem conhecimento de acontecimentos, de processos judiciais ou outros, que uma vez divulgados são considerados de interesse público pelo conhecimento que carregam. Um jornalista não pode ser preso ou multado, ou incomodado por conseguir um “furo” que corresponde comprovadamente à verdade, à realidade. Estas ameaças são a proposta de abertura da caça aos jornalistas. Criminosos são os operadores da justiça quando violam o que é segredo. Paulo Rangel, e outros, está a querer pôr o carro à frente dos bois. Andam num jogo inadmissível de coerção e proposta ao conluio jornalístico (ainda mais). Depois chamam a isto democracia. Democracia? Qual democracia? A democracia cada vez mais deficitária em Portugal e na Europa?

Robles Neto

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Plano de extermínio de doentes e velhos

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“Esta semana foi conhecido o caso de uma doente que, entre a análise que detectou sangue nas fezes e a realização de uma colonoscopia que confirmou que padecia de cancro colo-rectal, esperou dois anos, altura em que o tumor se tornou inoperável, noticiou o Diário de Notícias. O coordenador nacional do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas, Nuno Miranda, não comenta o caso, mas diz que, entre uma análise positiva e uma colonoscopia, “dois meses de espera é razoável”.” Refere o jornal Público. A espera não deve ser de dois anos (só se existir a intenção de matar o doente), nem é admissivel uma espera de dois meses. Não, senhor doutor, não é “razoável” – a não ser que tenha aprendido isso na Escola de Hitler porque assim sempre poupavam “trabalhos” nos campos de concentração. Já agora: a senhora (doente) em causa é judia? Tristemente, porém, este não é um caso isolado. Susurram-se notícias de que os doentes cancerígenos têm os dias – mais depressa e mais curtos – contados por falta de atempados diagnósticos mas também por falta de tratamentos, de cirurgias, etc. E não são só os doentes cancerígenos (oncológicos). O governo e o ministro da saúde está a cumprir calendário e a transformarem Portugal num imenso campo de concentração e de extermínio de portugueses doentes ou velhos devido aos cortes imensos que afetam o normal cumprimento de prestações de saúde em país civilizado. Daqui ao nazismo de Hitler qualquer dia não haverá grande diferença. Portugal campo de extermínio. Isso é crime. Os jovens ou os de meia-idade que padecem de Sida andam também a encontrar imensas dificuldades nos tratamentos adequados. Nos postos de saúde negam aos toxidependentes seringas. Alegam que não existem seringas. Tudo isto para quê? O que se pode ler é que existe a intenção de expurgar os doentes por serem não produtivos. Incluam-se os velhos que são contemplados com reformas miseráveis que não lhes dá para comerem, nem para adquirir os medicamentos que lhes são receitados. Se Portugal não é um campo de extermínio dos “inúteis” o que é? Como se chama este programa nazi que o governo muito provavelmente guarda à sucapa? Dêm-lhe o nome que derem, ou não dêem porque não existe no papel, mas é crime.

Álvaro Tomeu

Depois de escrito: E agora vão pagar horas extraordinárias no caso das colonoscopias como revela o Público: “Governo admite pagar horas extra para resolver atrasos nas colonoscopias”. Agora já existem verbas? E vai sair a todos nós muito mais oneroso por serem horas extraordinárias… Boa gestão. Se realmente a notícias corresponder à verdade, o que com este governo, com estes ministros, nunca se sabe das suas parcas capacidades de serem honestos e verdadeiros. À partida, o melhor, o correto, é não acreditar mas ver nas promessas mais uma farsa.

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Arnaut Goldman, Gaspar FMI, Pereira OCDE… São só simples coincidências

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José Luís Arnaut nomeado para alto cargo no Goldman Sachs, pode ler no Negócios. Nos tempos mais recentes integrou a equipa de privatizações da Ana, dos CTT e de mais umas quantas. Nos CTT a Goldman Sachs é maioritária. Recompensa? Promiscuidade? Não. Repita-se: NÃO! São todos muito honestos. Nem sempre o que parece é. O Partido Socialista diz que isto é promiscuidade com política e negócios. Olha quem fala. O PS está repleto de telhados de vidro. Sim deve denunciar o que considera suspeito (no mínimo), mas deve sanear-se porque, junto com os partidos do “arco da governação” a que pertence a promiscuidade dos seus políticos com os negócios tem sido enorme, imoral e inadmissível. Agora é o PSD e o CDS que estão no governo, chegou a vez deles de cumprirem aquela frase batida mas verdadeira do “é fartar vilanagem”. Mas há mais “coincidências” (a abordar em breve). Gaspar, o tal ex-ministro das Finanças vai para o FMI. Santos Pereira, ex-ministro da Economia vai para a OCDE e será o número 2 dos mandões. Coincidências. E a minha avó é uma senhora de 122 anos que fuma 3 maços de cigarros por dia, vai todas as noites para as discotecas, frequenta praias em topless  e no Meco faz nudismo, ainda diz que é rara a noite que não faz sexo e só pára aos 77 orgasmos. Coincidências. Que mais irá acontecer? Alguém pensa em corrupção, conluio ou nepotismo? Se sim é simples coincidência.

Pepe

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Sophia e Eusébio no Panteão Nacional

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O Panteão Nacional (local onde repousam os restos mortais de heróis e figuras nacionais de que nos orgulhamos) tem sido muito badalado nestes últimos dias devido à morte de Eusébio. Ainda hoje foi falado e refalado no Parlamento – os deputados não têm mais o que fazer e já vão na segunda ou terceira vaga de Eusébio (sempre podem ganhar mais uns votos futuramente). Eusébio no Panteão Nacional, eis a questão. Sim, ou não? Se sim, apesar de tudo, só daqui por um ano é que poderá ver luz verde para dar entrada no ex-libris nacional dos já idos. O que demonstra que estes deputados são um atraso de vida, uns coisinhos que “trabalham” mais lentamente que os caracóis – e esses até exibem os corninhos ao sol sem vergonha. Um ano para se decidir e aprovar o ingresso de portugueses de destaque que justificadamente devem estar no Panteão Nacional? Que vergonha senhores lentinhos das dúzias nas decisões (que não as de seus interesses pessoais). Agora fala-se de Eusébio. Pois, daqui por um ano se verá… Hoje corre a notícia que Sophia de Mello Breyner vai para o Panteão. Foi decidido. Viva! Finalmente! Diz a notícia na TSF: Poetisa Sophia de Mello Breyner vai para o Panteão Nacional antes de Eusébio. Mas que atrasos de vida são aqueles(as) ditos(as) representantes dos eleitores, que legislam tudo complicado para fazerem de conta que trabalham muito a descomplicar (deve ser isso que acontece). Sofia já devia lá estar, no Panteão, há muito tempo. Eusébio já quase devia estar a repousar ali. Mais semana menos semana assim devia acontecer. Devia, mas nem sabemos o que vai acontecer… Talvez daqui por um ano, ou dois, ou três, ou… Sabe-se lá quando. Mal vai o país que não respeita os seus ilustres cidadãos como deve. E essa falta de respeito sobressai principalmente dos políticos que legislam., para além dos outros, quase na generalidade. País de alguns sustentado por milhões.

Zara Bettencourt

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Casino Portugal sorteia automóveis

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Portugal virou o país casino. É tudo uma questão de sorte. Agora até haverá premiados com um automóvel (esperamos que novinho) em sorteios de faturas com número de contribuinte fiscal, o tal NIF. O jogo foi implementado pelos sábios do governo de Passos-Portas-Cavaco (ou vice-versa). O cidadão contribuinte ao proceder a um pagamento exige fatura com o seu respetivo NIF e poderá ganhar um automóvel em sorteio a realizar pelo governo ou quem o represente. Daqui por uns tempos talvez possamos ver quantos boys e girls do PSD/CDS vão andar por aí com novos bólides. E os tios, e os primos, e os primos dos primos – como já dizem os más-línguas. Sem sentido esta casinada tirada do cérebro de galinha careca dos sábios da governação. Tratam os portugueses e as portuguesas como deficientes mentais e assim vão levando a sua água ao moínho, fazendo-nos ninho atrás da orelha. Então e se nps recusarem entregar a fatura? É que na EMEL, por exemplo, não gostam de passar faturas. E como na EMEL muitos outros haverá. Sabemos isso. Vai daí entramos em vias-de-facto, andamos à estalada, por não nos quererem passar uma fatura relativa a pagamentos? E no café do Zé da Esquina, que não passa faturas, vai haver estalada de criar bicho por causa de impossibilitar a habilitação a ganharmos um popó oferta do governo? Que país? Que geração de penduras e salafrários está no governo e na condução das políticas deste país à beira-mar plantado? Então não seria normal que a educação dos cidadãos correspondesse ao cívismo e responsabilidade de não “fugir” às faturas e aos impostos? Seria normalíssimo mas… É que os portugueses, com razão, dizem de si para si que fogem aos impostos porque não estão para sustentar tantos chulos e ldrões. Obviamente que se referem aos políticos desde os que estão nos governos, assim como aqueles que abarrotam a Assembleia da República, para não falar dos gastarios da presidência da república(zinha), e todos que ladeiam aquela mole imensa de nababos que sustentamos. essa é a razão principal por que os portugueses são arredios a pagar impostos escrupulosamente. Lembram-se da corrupção, dos conluios, do nepotismo, e torcem o nariz ao sentimento de andarem a pagar para engordar porcos que nem sequer dão para comer – a não ser que se seja canibal. E é assim. O Casino Portugal está aberto. A roleta vai rodar. Veremos o que sucede, apesar da desconfiança ser tão grande. Nunca se sabe. Num país de tantos calhaus pode ser que desta vez os betinhos do governo acertem com uma pedrada no charco da deficiência mental como vê os seus concidadãos.

Manuel Tiago

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Esteve fechado para férias. Já não está

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Esteve “Fechado para Férias”. Já não está. A partir de agora o Balneário Público está aberto para o procedimento das higienes que vinha aplicando. Lavando roupa suja, é certo, mas também deixando opinião de como considera melhores modos de “lavagens” – nada comparáveis aos métodos fascistóides do atual governo de Portugal com o patrocínio do horrivel e malfadado presidente da república, de nome Cavaco mas que não liga cavaco à Constituição da República Portuguesa. É o que sobressai. Dito assim, e depois de “batermos nestes ceguinhos” – principalmente Cavaco, Passos, Portas e salafrários deputados amarrados à “disciplina de voto” (leia-se disciplina dos lobies), lá vamos nós com a equipa de autores em força jorrar conteúdos que sabemos de nosso gosto e interesse abordar com a esperança de que também vos agrade. Não podemos satisfazer todos mas já ficaremos felizes por conseguirmos “acordar” a agradar a alguns. A partir de agora conte connosco neste Balneário Público.

Ana Castelar

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Livres: lixeiras de Belém e São Bento

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Cantoneiros em greve na cidade de Lisboa. Preocupação com o lixo espalhado pela cidade, sem que seja produzida a respetiva recolha. Cuidado com o lixo, transmite doenças. Recomenda a Direção Geral da Saúde, preocupada com a saúde pública. A Câmara Municipal de Lisboa recomenda que se guarde o lixo em casa. Anuncia hoje que já dispôs mais contentores na cidade para que os lisboetas se aliviem do lixo em casa e o coloquem nesses contentores. Mas qual quê! A cidade está toda a abarrotar de lixo! Curiosamente existem lixeiras acessiveis aos lisboetas que apesar de conterem bastante lixo ainda têm espaço para muito mais. Onde? Em Belém e em São Bento. Essa seria a recomendação que devia ser emitida pela CML e pela DGS. “Levem o lixo para as lixeiras disponíveis: Belém e São Bento.” Já se sabe que os portugueses, os lisboetas, até fariam excursões alegres transportando o lixo para esses locais que apesar de conterem tanto lixo ainda têm muito espaço para mais. Mas não, o que pedem é para que se guarde o lixo em casa e se contraiam doenças caseiras em vez de doenças contagiadas na via pública. Afinal por que não levar o lixo para as lixeiras de Belém e de São Bento? Os que lá estão e já são lixo agradecem e até são imunes às doenças do lixo. Não fosse assim e eles já teriam adoecido e morrido, habituados que estão às imundices de que fazem parte desde há tantos anos. Lixo onde não há dia em que não chafurdem. Lixo no lixo, em Belém e em São Bento. Salve-se a saúde pública e proporcione-se à javardaria mais matéria de seu gáudio e preferência. Belém e São Bento, as lixeiras disponíveis em Lisboa. Outras há. Juntem o lixo ao lixo, que é onde ele deve estar… para ser incinerado.

Manuel Tiago

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Feliz natal e festas felizes?

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Desejar feliz natal e festas felizes é aquilo que neste período desejamos (ou dizemos que desejamos) aos que conhecemos, aos que fingimos conhecer, aos que detestamos mas não lhes podemos dizer a verdade sem que por isso paguemos uma elevada fatura (diretores, patrões, chefes, etc.), aos que amamos, aos que até sabemos que é impossível terem um natal feliz e boas festas ou um ano de 2014 próspero… Só para cumprir a tradição também desejamos um feliz natal aqui no Balneário, apesar de sabermos que dificilmente a maioria dos portugueses terão um natal feliz e todas aquelas coisas boas e babosas que expressamos desejar. Em Portugal vai ser um natal de miséria para muitos milhares de portugueses ou, talvez, três milhões deles. Não podemos esquecer esses. E esses não se devem esquecer deste natal miserável, mais que qualquer outro, por razão dos roubos que este governo com a cumplicidade do presidente da república têm realizado aos que menos têm, principalmente aos mais carenciados. Muito menos esses três milhões de miseráveis se devem esquecer daquilo por que têm mal passado quando forem votar nas próximas eleições. Sim, porque muitos desses agora miseráveis embarcaram nas mentiras de Cavaco e nas mentiras de Passos, votando neles e nas suas falsas promessas. Pior são os que nem neles votaram e andam há tanto tempo a sofrer pelas más escolhas de muitos dos portugueses que agora se dizem arrependidos só pelo facto de estarem na miséria ou às portas dessa desgraça. Não percam a memória se acaso quiserem voltar a ter um bom natal e festas felizes com antes de colocarem a direita radical nos poderes (presidencial, legislativo e governamental). Aprendam com os erros. Erro maior que elegerem Cavaco e Passos não havia memória em Portugal. As provas estão à vista. Mesmo assim, com ironia: FELIZ NATAL!

Ana Castelar

Obs: Pelo que consegui apurar dos restantes colaboradores deste Balneário durante o período das festas natalícias e de ano novo (vida velha) a atualização dos posts será efetuada de modo muito irregular. Em 2014 contamos voltar com muita assiduidade.

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Bandidos Bissau, bandidos Lisboa

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O incidente a partir de Bissau, representativo de bandidagem. A repercussão em Lisboa. Representativa da bandidagem. Uns lá, outros cá. Uns mais declarados, outros menos. As coisas, os incidentes, as ocorrências, os/e as personagens devem ser descritas como aquilo que representam na realidade e não mais (nem menos) que isso. A Guiné-Bissau, na elite, é um país a transbordar de bandidos. Os maiores e com mais responsabilidades são das elites militares e políticas. Desde o maioral do exército (forças armadas) até à presidência da República. Julgar tais personagens bandidos talvez seja pouco. Em Portugal, por enquanto, salvam-se as elites militares (tememos que por pouco tempo) mas a presidência da República e o governo pouco ou nada tem em abono da sua exigida idoneidade, que se saiba. Isso significa que entre bandidos tudo está bem… Se acabar em bem. Como os elementos do voo da TAP (acerca das ameaças armadas) não esconderam a faceta bandidesca em Bissau – por causa dos sírios refugiados – criou-se uma “crise diplomática” que é só aparente e de que a UE já se livrou deixando a batata-quente para o governo português e para o aparente (mas inútil) presidente da República, Cavaco Silva. Seja como for, aconteça o que acontecer, certo é que o que mais importa são os direitos de refugiados das pessoas vindas da Síria, sírios. Por acaso até nem são pobres. Pagaram bem para chegar a Bissau e depois a Lisboa. Repetindo: Gastaram do bom e do melhor para chegar a Bissau num corredor existente e muito caro que os fez chegar a Lisboa. Mas importantes são eles, as pessoas. Homens, mulheres e menores. E sobre isso quase não se ouve falar. Sim, eles trazem dólares. Muitos. O que para os do governo e para Cavaco Silva é muito mais importante, pelo que é visto pelos portugueses. Se acaso fossem uns pobretanas quaisquer já não mereciam coisa alguma para além de desprezo, supõem-se. O costume, nesta elite portuguesa subjugada aos valores dos cifrões e tão enleados em casos obscuros, dúbios – como é caso de Cavaco. Está aqui posta em causa a honestidade política de Cavaco? Sim, pois está. Mas o que aqui está explicitamente é o que a maioria dos que escrevem e emitem opinião não fazem. O que não é novidade. Presumimos que temos um PR de honestidade dúbia que até nem se deve preocupar com a bandidagem de Bissau e se devia preocupar com a bandidagem em Lisboa, em Portugal. Devia pronunciar-se contra isso. Contra a falta de honestidade de certos e incertos compatriotas. Não o faz. Parece que nem sequer tem autoridade moral (ou outra) para isso. Bissau e Lisboa, no mínimo, nessas capitais, nesses países, as populações estão enojadas e fartas de toda esta bandidagem. Só mais uma adenda: Bom nome de Cavaco ou dos do governo? Credo, como tal será possível? Pergunte–se: Como foi que aqueles sírios chegaram a Bissau e prontos e embarcar (à força)  em Bissalanca? Qual foi o preço? Qual será, agora, o preço? Tráfico de milionários ou proteção a refugiados? Seja como for, o certo é que as pessoas são o mais importante e eles, aqueles sírios, são refugiados de uma guerra terrível.

Pepe

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Um Rui Rio Perigoso, um “salvador”

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O PSD sabe que às tantas vai ter de se livrar de Passos Coelho e da sua trupe. Urge eleger um “salvador” do PSD e de Portugal para prosseguir o percurso que delineou e que visa enriquecer ainda mais os ricos e empobrecer muito mais os pobres. E Rui Rio já se está a pôr em bicos dos pés para cumprir os objetivos. Rio vai ser eleito para a chefia do PSD e quer ser primeiro-ministro. Hoje mostrou uma parte do seu “programa” ou Carta de Intenções. Diz a comunicação social que “Rui Rio quer consensos para «acabar com isto» de medidas políticas «terem de ir» ao TC “. Consensos com quem? Com o Partido Socialista, já se sabe. Quer carta-branca para poder esganar ainda mais os portugueses sem ter de passar pelo incómodo Tribunal Constitucional porque é de sua vontade e da corte que já o vai rodeando, reprimir mais, roubar mais os portugueses. E, já se vê, Rio quer liberdade para roubar tudo o que melhor aprouver alegando que são medidas políticas sem que exista uma instância que o proíba por ser inconstitucional. O esmagamento dos direitos, liberdades e garantias dos portugueses terão trato de polé… sem ser inconstitucional… porque serão “medidas políticas”. Rui Rio é demasiadamente perigoso para que lhe façam a vontade, a ele e à corja que o corteja. É um Rio muito perigoso com máscara de “Salvador” à laia de Salazar com fé no sebastianismo. Talvez numa manhã de nevoeiro acordemos e já não se vislumbre a Constituição da República Portuguesa que nos devia e deve proteger dos abusos daqueles que herdaram a vontade dos que durante cerca de meio século dirigiram o salazar-fascismo em Portugal. A gula é enorme e as roupagens são diferentes, atualizadas a estes tempos e enganadoras. Mas são os mesmos de então. E, provavelmente, farão ainda pior que os de então. Daqueles que herdaram a vontade de explorar insaciavelmente e oprimir. Com Rio, comparativamente, Passos Coelho parecerá um santo. Depende nós, depende de vós.

Ana Castelar

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Mandela day

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Dia de Nelson Mandela. São todos os dias. Todos os dias são dias de luta pela libertação. Todos os dias temos de lutar contra o apartheid entre os muito pobres e os muito ricos. Entre os pobres e os que não se consideram pobres – sendo-o mas que se dizem da classe média. Uma pobreza… de espírito e falta de noção da realidade ou mascaramento de ilusório bem-estar. Nelson Mandela, quem não sabe quem foi, quem é, Nelson Mandela? Os que não sabem, esses, coitados, são mesmo pobres e completamente abafados pelos apartheides. São mortos vivos. Ao contrário de Mandela, que vive para sempre em cada dia da nossa libertação. Mandela Day.

Graça Pádua

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Cavaco – a hipocrisia perto de Mandela

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Mandela morreu? Não. Ele perdurará em tudo que nos ensinou. O seu legado será eterno enquanto a memória da humanidade explorada e oprimida – relegada por uns quantos para a sub-humanidade sob a bandeira de falsa democracia, justiça e liberdade – se justificar. Talvez Mandela viva enquanto no planeta existirem dois seres humanos: um explorador e opressor, outro explorado e oprimido. Portanto, Mandela não morreu, o seu legado não se decompôs nem se vai decompor facilmente. Mandela vive em cada um de nós, os explorados e oprimidos globais. É certo que agora ocorrerão aos seus funerais com pompa e circunstância, recheados de hipocrisia. Os inimigos e adversários de Mandela de ontem vão estar alinhados nesses mesmos funerais. Vão tecer palavras elogiosas, vão mentir, vão soltar as suas altas doses de hipocrisia, vão inventar peripécias das suas privacidades com aquele grande ser humano, vão tecer teias de falsidade encobertas em maviosas palavras sobre o gigante que é Mandela, procurando ocultar que tal grandeza os fez soçobrar mas que nem por isso deixaram de ser seus inimigos e adversários. A comprová-lo estão presentes as suas atitudes. As suas decisões e opções políticas e económicas. A comprová-lo está a exclusão (apartheid) a que votam os seus povos. A comprová-lo estão as políticas que advogam e que se resumem a uma frase batida mas que não deixa dúvidas da sua terrível correspondência à realidade: “Os ricos cada vez mais ricos, os pobres cada vez mais pobres”. E ali se alinharão os pseudo venerandos e pseudo amigos de Mandela, na África do Sul, nos seus funerais. Chefes de Estado e primeiros-ministros de quase todo o mundo. Uma passarela de hipócritas onde sobresaírá Obama e outros norte-americanos que têm imposto ao mundo inteiro a submissão e desgraça dos povos em troca, dizem eles, da (pseudo) liberdade e democracia quando na realidade os seus objetivos têm sido e são no presente (será no futuro) explorar e oprimir. Roubar as potencialidades dos povos e dos países que ocupam através de falsidades ou da imposição da guerra. Também Portugal terá a sua cota parte de representação hipócrita nos funerais de Nelson Mandela. Foi escolhido Cavaco Silva, representante das políticas segregacionistas vigentes em Portugal. Adepto fervoroso do apartheid entre pobres e ricos. Da exploração e opressão de uns quantos sobre milhões de portugueses. Cavaco Silva insere-se perfeitamente no corropio da hipocrisia que por estes dias vai desfilar na África do Sul. A grandeza de Mandela ficará indiferente ao desfile fúnebre desses funestos dirigentes da elite mundial. Sorrirá, isso sim, para os que aprenderam a visão da liberdade, justiça e democracia por que lutou e que lhes ensinou e por que continuarão a lutar até derrubarem os mentores executores dos apartheids que aquelas elites presentes e não presentes representam, incluindo Cavaco Silva.

Ana Castelar

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Bancos. Alto! Isto é um assalto!

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A carantonha exposta na fotografia retirada do Público – ver notícia – é conhecida e anda na roda dos bancos. Faria de Oliveira, de seu nome, um cavacogate da bancaria como tantos outros e o próprio Cavaco, aquele que parece múmia em Belém. O desiderato agora é porque a UE quer regular as comissões dos bancos nos pagamentos por multibanco em compras dos supermercados e etc., a UE estuda impôr um teto nas comissões. Vai daí os banqueiros dizem que sendo assim vão ter de comissionar o uso dos clientes nas máquinas ATM (vulgo multibanco). Eles comem tudo, querem tudo, é uma fartazana para a máfia da bancaria. Os lucros dos bancos foram gigantescos durante quase toda a década de 2000 a 2010… e eles já queriam locupletar-se com as tais comissões. Agora vai ser de vez. E então com Cavaco e com Passos nos poderes é trigo-limpo. Fortunas é quanto estes salafrários levam para casa em vencimentos, em comissões, em mordomias… Mas isso não conta para nada. É negociatas a torto e a direito… Mas isso não conta para nada. É facilidades nisto e naquilo. É roubar aos contribuintes para financiar a bancaria dita descapitalizada por via de verdadeiros roubos… Mas isso não conta para nada. Como alguém dizia: para roubar um banco o melhor é ser banqueiro. Realmente é verdade. Entretanto, como o banco roubado depois é financiado pelos contribuintes, estes, em última análise, são os tais trouxas que são sempre roubados. Ao menos que cumpram a tradição e digam: Alto! Isto é um assalto! É fartar salafrários!

Robles Neto

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Aguiar Branco. Negociata dos estaleiros

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A negociata do governo com a Martifer vem mais ou menos explicada no Expresso. Sendo assim, Aguiar Branco, ministro da Defesa, que tem a tutela dos Estaleiros de Viana do Castelo, oferece de mão-beijada os estaleiros a uma empresa que até nem tem no seu historial “experiência na construção de navios mas sim de barcos e barquinhos para navegarem no rio Douro” – disse-o o Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo. Porém, esse facto por si só não é entrave de monta, nem outros, para o ministro do ataque, digo, da Defesa. Pior ainda é a negociata e os milhões que saem dos bolsos dos contribuintes para financiar a Martifer ao longo de anos, assim como os milhões a pagar aos trabalhadores… pelo Estado (por nós) quando aquilo que o ministro e o governo alegam é que não há dinheiro para recuperar os Estaleiros nem as “regras” da UE permitem (mas para a negociata já permite). Preparem a carteira (os que ainda a usam e têm lá alguma notinha) para pagar à Martifer e a quem mais vier. Diz o Expresso no título “Portugueses pagam para a Martifer utilizar Estaleiros de Viana do Castelo” que a negociata está engendrada do seguinte modo: “Cada português pagará 2,18 euros pela subconcessão dos Estaleiros de Viana à Martifer, mas a fatura pode aumentar até 46,28 euros para resolver quase todos os problemas.” Ora se isto não é dar um grande abanão na árvore das patacas à custa dos esbulhados portugueses o que é? Fica a pergunta. E no Expresso diz mais ainda: “O Estado deverá receber um total de 7,05 milhões de euros em rendas que serão pagas pela Martifer para utilizar os terrenos e o equipamento dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) até 2031. Mas muito antes disso, o Estado terá de pagar até janeiro de 2014 cerca de 30 milhões de euros para despedir os 609 trabalhadores dos ENVC.” Boa negociata. O Estado (o governo) recebe pouco mais de 7 milhões e vem roubar aos contribuintes portugueses várias paletes de milhões de euros para oferecer a uma empresa que entra no clube do É Fartar Vilanagem e que agora promete mundos e fundos mas que decerto foi contagiada com o vírus do Bando de Mentirosos chefiados por Passos Coelho e fica, como o governo, sem crédito. O governo (Estado) recebe 7 milhões e oferece quantas dezenas de milhões esbulhados aos portugueses? Boa negociata a deste Aguiar Branco. Branco… mas opaco, não transparente. Por essas e outras aumentaram os ricos em Portugal à custa do desmesurado e desumano aumento dos pobres portugueses miserabilizados. Ora se isto, a negociata, não é dar um grande abanão na árvore das patacas à custa dos esbulhados portugueses o que é? Expliquem, sem sofismas.

Manuel Tiago

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Cavaco ou Miguel de Vasconcelos?

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Foi ontem o Dia da Restauração, o 1º de Dezembro. Em 1640, naquele dia, o português traidor Miguel de Vasconcelos, fiel mandatário e executor do Reino de Castela, ocupante do território de Portugal, foi atirado por uma janela do edifício do Terreiro do Paço, em Lisboa, arrastado por cavalos pelas ruas de Lisboa, desfeito em pedaços e comido por câes vadios. Há 373 anos que assim aconteceu. O Reino de Portugal foi restaurado e desde então sempre se comemorou o Dia da Restauração. Foi instituído feriado nacional e outra cousa não seria de esperar e acontecer porque os acontecimentos e a data deverá permanecer inesquecível em prol da memória e da defesa da independência nacional. As gerações presentes e vindouras jamais podem esvaziar a importância do feito de 1640 ou se assim não ocorresse Portugal seria agora um anexo de Espanha e todo o esforço dos nossos antepassados, que lutaram e morreram pela formação e independência de Portugal, seria mandado às urtigas. Seria cousa sem importância. Seria a traição àqueles e a nós próprios. Nos dias de hoje, na realidade, o 1º de Dezembro é cousa sem importância. O feriado daquela data foi abolido e as comemorações, ao que parece, foi atirado às tais urtigas pelo atual governo e pelo atual horripilante presidente da República. O 1º de Dezembro, comemorado sempre na presença do Presidente da República de Portugal, como na monarquia era comemorado com a presença real, viu Cavaco Silva de costas viradas para a efeméride (não conheço notícia da sua presença) o que por si só configura uma traição aos nossos antepassados, pelo menos. Houve a comemoração em Lisboa, é certo, mas, que saiba, a contar com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, segundo descreve publicação da CML, que diz: “Assinalou-se no dia 1º de dezembro a passagem de mais um aniversário do Dia da Restauração (1640), com uma cerimónia oficial organizada pela Sociedade Histórica de Independência de Portugal e pela Câmara Municipal de Lisboa, numa parceria que remonta a 1861. No seu discurso (leia aqui na íntegra), o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, verberou a decisão governamental de prescindir do feriado que assinalava esta data (posição partilhada, aliás, por todos os oradores), anunciando a intenção da autarquia de prosseguir com a celebração no próximo ano, “não só com esta cerimónia mas transformando o centro de Lisboa numa grande sala de aula coletiva, recriando os acontecimentos que conduziram à libertação de Portugal nos diversos locais onde a História se fez, (…) permitindo fazer desta data uma evocação ainda mais viva e participada”, mobilizando os alunos das escolas.” E prossegue o referido texto de modo mais longo, que pode ver aqui. A fotografia foi retirada da referida publicação. Ali não se vislumbra nenhum Miguel de Vasconcelos Cavaco Silva, nem outros que tal do atual governo. Se no escrito não existir correspondência à verdade corrigirei logo que seja desmentido-informado. É óbvio que sabemos que Cavaco Silva, o horripilante presidente da República, se está borrifando para o 1º de Dezembro, Dia da Restauração, e até para a independência nacional… Mas assim tanto não era de fazer tal ideia. A ilação a tirar é que aquele político está mais virado para a segurança das suas “aplicações” financeiras e negócios que lhe assegurem bom património. Só por leveza de espírito deve-se perguntar por que razão Cavaco veio e está na política e não enveredou nem está no empresariado… ou em banqueiro? Será que o “arrabanha” pela via da política é mais fácil e isento de riscos? Quem não sabe a resposta? Cavaco e associados ou Miguel de Vasconcelos?

Pepe

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Não saem. Só se for à paulada

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“Lei das 40 horas é retrocesso social e civilizacional”, disse Arménio Carlos. Aliás, quase tudo que este governo, a UE, o FMI, os credores e os mercados, têm proposto para Portugal e para os países do sul da Europa representa um retrocesso social e civilizacional. Outros países europeus, mais a norte, também estão a começar a tragar este mesmo “remédio” com o pretexto da crise. Quem manda são os bancos e os mercados. Os poderosos no topo da UE e dos governos estão às ordens de mandantes estranhos ao eleitorado europeu. Portugal não é exceção mas sim um dos principais instrumentos de cobaia, junto com a Grécia. O norte da Europa coloniza o sul e traz o frio e o cinzento da arrogância e do domínio que congela as soberanias dos países e dos povos. É por isso que o Orçamento 2014 é como é. É por isso que fantoches como Cavaco Silva, como Passos Coelho, como Paulo Portas e mais uns quantos a que chamam figuras proeminentes da política portuguesa, são como são. Vendidos. Executores da hipoteca da soberania de Portugal. Assim sendo o que esperam destes agentes a servir interesses antagónicos aos de Portugal? Querem que se demitam? Mas como, se ainda não completaram o cumprimento das suas agendas de traição e de empobrecimento de Portugal? Não saem. Não se demitem enquanto não nos esfolarem até à última particula de pele, até à última gota de sangue. Portugal já está bastante anémico mas pode, se continuar a consentir esta sangria, morrer de vez. A bem, os carrascos não se demitem. Só a mal. Sabemos que já não têm legitimidade para continuar a ocupar os cargos que ocupam, mas é certo que não saem. Só se for à paulada.

Manuel Tiago

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