Trapaceiros e ceifeiros

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Na verdade estamos perante um bando de trapaceiros que ocupam os poderes políticos. E também à sua mercê. Assim interpreta e julgam os tão mal governados por eles. Recordando Cavaco Silva e as suas “aplicações” de oferta de bandeja por Oliveira Costa, mais umas quantas do BPN e rodeado de gente metida em escândalos financeiros, às “confusões” do pagamento de SISA da casa de Cavaco no Algarve, o seu real valor por troca da famosa vivenda Mariani por outra na Aldeia da Coelha… Vigaristas? É o que se fala em boca cheia. Esquivo é Passos, tirando uma empresa que beneficiou de fundos comunitários europeus e onde Relvas também estava. Mas esquivaram-se. Ficaram as dúvidas para muitos. E também porque os portugueses na sua vasta maioria não confiam na justiça. Justificadamente. Portas. Paulo Portas e os submarinos, e os Pandur. E os alemães condenados na Alemanha mas nada disso em Portugal… Tudo fica no limbo. O retrato da justiça é mau. O destes personagens não é melhor. Todos estão mal na fotografia. Julgam os portugueses. Impunidade. Diz-se. Mas como estes há mais. Regra geral nos partidos ditos do “arco da governação”. O PS também não é flor que se cheire. Nem por sombras. Na atualidade existem demonstrações da falta de coerência e de honestidade destes trapaceiros – uns do governo e outros nem por isso. Vejamos o Jornal de Notícias, por exemplo: “Passos Coelho confirma mais cortes “, disse há poucos dias.  “PSD desmente “mais cortes de salários e pensões”, diz hoje Montenegro chefe de bancada do PSD na AR. Mas há cortes… Onde? Eles, os trapaças, jogam com as palavras. Omitem. Mentem. Vigarizam os portugueses a torto e a direito. E tudo isto com a proteção e conluio de um sujeito que em vez de representar os interesses da República Portuguesa e agir em sua defesa, do seu povo e instituições, do país, cumplicia-se com os esbulho aos portugueses para encher alforges de uns quantos das elites nacionais e estrangeiras, dando o amen à destruição da justiça social, à miserabilização dos que produzem ou que estão desempregados devido às políticas erradas que aprova sem pestanejar. A democracia no verdadeiro significado já foi. Já era. E tudo de acordo com os objetivos dos trapaceiros aqui referidos e por referir. Quarenta anos passados do 25 de Abril de 1974, o trio de Belém a São Bento – Cavaco, Passos e Portas – sacou da arma do revanchismo e ceifa Portugal e os portugueses sob o pretexto da crise que o capitalismo global inventou para empobrecer e explorar ainda mais os povos. Existem alternativas para evitar este descalabro mas os executantes dos poderes preferem cumprir o guião da corja do capital nacional e global a troco das impunidades e mordomias de que depois beneficiam, se fala e percebe-se. Trapaceiros e ceifeiros… de vidas e de países. Quarenta anos passados do 25 de Abril de 1974, tudo se aceita? Não se reage adequadamente? Nada se faz para além de balirmos? Que gente. Que povo.

Mário Motta

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