Automobilistas selvagens. E a polícia?

passadeira

Os lisboetas que hoje de manhã tentaram estacionar o automóvel no parque ao ar livre do Saldanha, em Lisboa, depararam-se com os lugares ocupados por cadeiras de rodas, iniciativa que pretendeu alertar para a utilização indevida dos espaços reservados a deficientes. Esta ocupação e incómodo para os automobilistas vai acontecer em muito mais dias se nada fôr feito e a falta de civismo dos automobilistas não forem reparados. A selvajaria de imensos automobilistas cresceu nos últimos tempos a um ritmo superior à crise económica e financeira. É vê-los a impedirem passeios. É vê-los a acelerar quando os semáforos ficam com sinalização amarelo ou mesmo quando acaba de cair o vermelho. É vê-los acelerar quando não há sinalização semafórica – para passarem antes dos peões. É vê-los a fazerem rasantes nos calcanhares dos peões quando estes estão a passar nas passagens de peões, sem esperar que as pessoas acabem de atravessar. É vê-los a exibirem o seu estresse e a sua falta de civismo nos “bólides” distribuídos para o seu trabalho ou nos de sua propriedade. É vê-los a aumentarem as estatísticas de atropelamentos com mais ou menos gravidade. É vê-los. O que pouco ou nunca se vê são polícias a refrear as tendências animalescas dos condutores selvagens que só por isso – dotados que estão de selvajaria – arremessam aquilo que consideram uma arma (o automóvel) contra o frágil ser humano que atravessa a rua e que por isso se coloca à sua frente e os “empata” nas suas pressas. Eles, os do volante, andam a sentir-se os reis do asfalto, dos passeios, da impunidade e da mais que evidente falta de educação, de civismo e de lembrança de que também eles são peões quando têm de sair de dentro dos seus bólides poluidores, ameaçadores, contundentes e, tantas vezes, assassinos. Está mais que comprovado que estes maus modos só estão em crescendo porque a polícia pelas ruas quase não se vê ou nem se vê mesmo de todo. E quando vimos polícia é dentro de uma viatura – dois ou três – a olhar para um lado e para o outro, a cavaquearem, mas sem nada fazer de útil e de imperioso no cumprimento da lei e proteção dos cidadãos. Andam todos à procura de ladrões, de mauzões, de terroristas? Pois então os terroristas andam ao volante dos carros que ladeiam os da polícia. Contribuir para a polícia para os ver a passear de automóvel ou mesmo de moto e raramente os ver andarem a pé em rondas de zonas definidas, parece ser um contributo desnecessário ou, no mínimo, mal empregue. É urgente que aconteça e se veja policiamento pedonal e mão de ferro com os automobilistas boçais. É preferivel a caça à multa do que a caça ao peão. Sem dó nem piedade. Acrescente-se que não é só em Lisboa, no Porto, ou nas grandes cidades, que os peões sofrem e morrem atropelados por falta de civismo e cuidados devidos dos condutores. Em qualquer localidade, com maior ou menor incidência, um automobilista (ou motociclista) selvagem pode estar à sua espera. E a polícia?

Pepe

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