Rui Tavares e a varinha mágica

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Os partidos políticos de esquerda em Portugal (assim denominados), com assento parlamentar, são o Bloco de Esquerda, o Partido Comunista Português e também o… Partido Socialista. Aceitando (ou não) que o Partido Socialista ainda é de esquerda a representação da esquerda devia ser maioritária na Assembleia da República porque é suposto defender – mais que a direita – os interesses dos que trabalham e do que está inscrito na Constituição da República ainda com o espírito de Abril, reconhecendo direitos, liberdades e garantias que colidem com os interesses elitistas e desmesuradamente capitalistas da minoria. Mas não. O que vimos é a direita com uma maioria absoluta a esmifrar aos portugueses todos os seus direitos, liberdades e garantias. Assim, temos à vista um país dominado por uma maioria que conquistou democráticamente os seus assentos no Parlamento. Portugal tem um povo votante de direita? Parece que sim. O espectro de Salazar perdura. Por tal elegeram, por exemplo, Cavaco Silva em detrimento de Manuel Alegre – queiram ou não queiram aceitar, o facto é que existe uma grande diferença entre os dois e Cavaco é quem é como um inútil na PR. Parece que para combater esta tendência conservadora e até fascista dos portugueses há quem se disponha a fundar um novo partido político de… esquerda. Assim diz Rui Tavares no Expresso. Informando no resumo online que “O eurodeputado independente Rui Tavares, eleito nas listas do Bloco de Esquerda em 2009, está descontente com a incapacidade da esquerda dialogar entre si e promete agitar as águas.” Que bom. Que bem. Mas será que Tavares já meditou naquilo em que se vai meter? Já analizou que Portugal está repleto de iletrados (alguns até são doutores) que vivem intensamente as novelas de cordel das televisões, e as baixezas das revistas cor-de-rosa em que lêem os títulos mal e porcamente? Para além das outras alienações ainda mais complexas. Que diferença virá causar Tavares com um novo partido de… esquerda? Creio que nenhuma. Além de poder vir a dividir ainda mais a esquerda e causar mais estragos que beneficências estruturais e comportamentais. O que Portugal, no espectro político partidário precisa é de alguém com uma varinha mágica que cause mudanças nos ditos partidos de esquerda para que “pulem e avancem” (como diz Gedeão no seu poema). E essa varinha Rui Tavares certamente que não tem. O que é preciso é possibilitar aos portugueses hábitos de conhecimentos essenciais, culturais, etc. E aos partidos políticos decência, transparência, honestidade, comedimento naquilo que auferem nos seus cargos políticos… Só assim a credibilização dos políticos é possivel. Principalmente na “esquerda” do Partido Socialista. As máfias partidárias têm de ser eliminadas. Terá Rui Tavares essa tal e valiosíssima varinha mágica? Mesmo assim avance, senhor eurodeputado. Depois logo se verá (o que é muito à moda portuguesa). Força valente!

Robles Neto

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