Ponte, fantasma de Cavaco e do PSD

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Em destaque no jornal i está Luis Amado com a sapiência declarada de que “Temos no Parlamento forças revolucionárias de esquerda” . Ai sim, senhor ex- ministro dos Negócios Estrangeiros (do PS)? Quem diria. Mas olhe que não damos por nada. Não acontecerá que é você que está tão à direita para sentir desse modo? Pois é. É que o Salazar também diria isso se acaso tivesse sobrevivido ao 25 de abril de 1974 e no presente fizesse parte dos reciclados em que você está incluido. Nos tempos que correm já nada nos deve espantar. Portugal até tem um presidente da República que colaborou com a PIDE. Reciclado, agora, como convém. E democrata, segundo a vossa visão de democracia. Mas  olhe que não, olhe que não é democracia nenhuma. Também no i online é manchete o medo da Ponte 25 de Abril. Compreende-se. Têm medo que se atravesse a ponte em manifestação. Pudera. É que em 1994 a “revolta da ponte” ajudou bastante a que o governo de Cavaco caísse. Eis o referido título: CGTP assegura que manifestação na ponte não pôe em causa a segurança. Arménio Carlos, da CGTP, que organiza a manifestação, explica: “Temos fotografias de corridas na ponte enquanto o comboio passava, sem problemas, e quanto à segurança das pessoas, salientamos que o tabuleiro tem várias faixas de rodagem e que todo o controlo de acesso é feito na zona das portagens”. Sendo assim qual é o problema de segurança que evocam os liberais-fascistas para ditar que não se pode atravessar a ponte? É evidente que o fantasma ponte perdura na mente de Cavaco, dos cavaquistas, dos liberais-fascistas que ocupam Portugal e o mantêm refém. E agora mudemos para Cavaco, também em título do i: “PR. É urgente conciliar austeridade com crescimento e emprego”. Grande novidade que ele nos traz. O medíocre (para classificar com boa vontade) cada vez que abre a boca entra mosca ou saem vulgaridades. A competência de que tanto se arrogava não existe. Prevalece e sobressai a vulgaridade, quando não é superada pela imbecilidade. Como pode um país suportar por tanto tempo um PR assim? Como pôde um povo eleitor votar num colaborador da PIDE e entregar o ouro ao bandido? Foi na canção do bandido, já se viu. E agora? Agora o melhor é corrigir o que fez de errado ao ser enganado. Vamos à ponte, pois então. O medo dos liberais-fascistas também alimenta a nossa força. Mas sobretudo a força do povo provém da razão. E eles sabem isso muito bem. Por isso temem-nos. Por isso não esquecem o seu fantasma da ponte. Revolta da ponte que em 1994 deu ao palmarés de Cavaco Silva o único PM eleito que permitiu que a polícia disparasse sobre manifestantes. O resultado foi  uma bala “perdida”: Luís Miguel, o jovem baleado no “buzinão” da Ponte 25 de Abril, a 25 de Junho de 1994 – que ficou paraplégico. Cavaco impune e polícia impune. Mas o palmarés de Cavaco existe na pior das memórias. Neste caso como noutros. E depois votaram nele? Esqueceram-se? Deixaram-se enganar pelo liberal-fascismo? Pelo visto e sofrido, sim. Vamos à ponte. Ponte 25 de Abril, o fantasma de Cavaco, do PSD, de toda a direita reunida no liberalismo-fascista.

Otávio Arneiro

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