Partido Socialista sem socialistas

António José Seguro na Figueira da Foz
Críticos preparam revolta se Seguro não conseguir mais câmaras”. É título no jornal i, texto assinado por Luís Claro. E diz: “Seguro não quis misturar autárquicas com legislativas, mas PS pode voltar às guerras internas se PSD conseguir ter mais câmaras”. Guerras, se não ganhar mais câmaras, e assim punem Seguro. Por isso. O que eles querem é mais câmaras, mais tachos, mais oportunidades de dominar, de controlar, de “negociar”. Não ameaçam de entrarem em guerra por haver ausência e muita falta de socialistas no PS. É interessante, um autodenominado Partido Socialista sem socialistas (ou quase). Os que ainda por lá constam nas fichas de militância estão velhos e alguns até já são defuntos. O Partido Socialistas encafuou há muito o socialismo na gaveta e nem se apercebe disso? Façam guerra, sim, por terem eleito um basbaque jotinha que de socialista só tem alguma conversa, de resto… Socialista o tanas. Façam guerra, sim, por haver falta de fidelidade aos propósitos e intenções, aos estatutos elaborados na fundação do partido. Que já há muito subverteram para socializarem-se e conluirem-se com o grande capital, com a exploração desregrada dos que trabalham, com a falta de respeito pelos mais antigos (os velhos), com o desprezo a que os têm votado – apesar de terem sido eles e os anteriores que repuseram a liberdade e a democracia em Portugal, vos pagaram estudos, que agradados e esperançados vos deram as mãos e aceitaram-vos como a esperança do futuro de Portugal. Um futuro progressista, justo, democrático, transparente, ausente de corrupção, de cambalachos, de negociatas… Seguramente que não é Seguro o socialista, o capaz. Mas também não se vislumbra no Partido Socialista um socialista que possa vir a ser eleito para secretário-geral. Não existe! O melhor que os do atual PS poderiam fazer, respeitando os fundadores e os estatutos, a Declaração de Príncipios, seria aderirem ao PSD do Passos e do Cavaco, o tal que colaborou com a PIDE, que se refere ao Dia da Raça, o tal fascistoide que ocupa Belém para mal de Portugal. Mas que o PS deixa à solta na sementeira do saudosismo salazarista. Ou… Existem várias soluções para que tudo acabe em bem, direiteinho, certinho, limpinho. A mais evidente: O PS tem por dever procurar socialistas para a sua direção, para seus militantes. Melhor será usar apelos na comunicação social (publicidade paga porque de borla já andam a viver há demasiados anos). Um anúncio simples: “Socialistas, precisam-se. Resposta ao Largo do Rato”.

Manuel Tiago

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