Já nem os títulos nos surpreendem

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Neste fim de semana os títulos da imprensa não surpreenderam quem se dispôs a ler mais atentamente os jornais. Até da Alemanha veio coisa curriqueira e de interpretação fácil. Da senhora Merkel a banalidade foi: Merkel diz que seria errado “mudar o curso” do combate à crise. Pois pudera, a ela, à Alemanha, não interessa mudar seja o que for porque é exatamente a Alemanha que está a lucrar com a “crise” que impõe aos países do sul da Europa. E já são muitos milhares de milhões de lucro. Querem mais. Muito mais. Já sabemos como se comportam os usurários e Merkel não é exceção. Mas ainda da Alemanha surge o garboso Cavalo Sentado – que também dá pelo nome de Schaeuble – facilitar a vidinha ao seu serviçal Passos: Schaeuble: Portugal “provavelmente” não vai precisar de mais ajuda. Pois não. Agora não. Tudo está muito melhor por obra de virem aí eleições. Vai ficar pior e muito pior é depois das eleições. Mas agora tudo está no bom caminho. Com um pouco mais de boa vontade e até já podemos emprestar milhares de milhões a Espanha, à Grécia e aos países do sul que não tenham agora eleiçoes. O senhor Cavalo Sentado julga que ilude tudo e todos mas será bom que anote e interiorize que não nos ilude, que ilude ainda menos que Seguro e as suas conversas inúteis, ou declarações inúteis. Repare-se: Seguro: PS vota contra Orçamento do Estado se cortes continuarem. O aprendiz de socialista fala nas inutilidades de que é capaz de raciocinar… Mas o que contribuirá para a felicidade e melhoria dos portugueses que Seguro e o seu PS votem a favor, se abstenham, ou votem contra o OE que o governo de Cavaco-Passos-Portas têm estado a cozinhar e até já cheira a requentado? Seguro passou a ser sinónimo de fraude, tal qual o seu clone Passos e outros da mesma espécie. Não dá uma para a caixa, este inSeguro e inconsequente “opositor” do governo. E lá vem o tal que se demite mas que afinal não se demite, o que já nem sequer tem vergonha na cara. O sujeito em questão chama-se Portas. Portas para o passado salazarista. Para a fome, o degredo, a exclusão. Portas para o tempo volta pra trás. Consta em título deste fim de semana: Portas destaca sinais de que economia saiu “do fundo”. Pois claro que sim. Pois claro que as eleições autárquicas estão às portas de Setembro, a 29. Agora tudo está a ficar muito melhor e a sair “do fundo”. Quase uma maravilha. Depois das eleições vai surgir um “azar inesperado” e a “conjuntura económica volta a degradar-se”… Voltamos ao “fundo”, para que continuemos a sofrer, a pagar aos banqueiros e outros amigalhaços de Portas, de Cavaco, de Passos. De imensos que da crise só sabem que significa lucro, vantagens e não sacrificios. Muitos outros títulos podiam ser aqui mencionados, da imprensa portuguesa, mas verdade é que nem um constitui surpresa. A época é de calmaria, de engano, de eleições, de tiro aos eleitores, de patranhas, de quase uma “crise que já lá vai”. Quem acredita nisso? É que nem todas estas mentiras – aqui reportadas e outras – nos surpreendem. Porque será?

Álvaro Tomeu

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